Cirurgias | Oftalmologia Especializada Higienópolis

CIRURGIAS

Catarata

A catarata é qualquer opacidade presente no cristalino, a lente interna do olho humano. O cristalino é responsável, dentre outras coisas, pela focalização da imagem de longe e de perto. Essa opacidade, que pode ser de diversos tipos e ter diversas causas e fatores de risco, atrapalha a visão pois não deixa a luz entrar no olho sem sofrer distorções ou bloqueio.

A mais comum delas é a catarata senil, como o próprio nome já diz, e é mais comum em pacientes mais idosos. Essa opacidade normalmente é difusa, começando ao redor de 50 anos de idade, com evolução lenta e progressiva, tornando a lente cada vez mais opaca.

                                  Catarata senil

Diabetes mellitus também é responsável pela formação de catarata. Este tipo ocorre em diversas faixas etárias e esta diretamente relacionada ao controle correto da glicemia. Quanto mais descompensada a doença estiver, maior a probabilidade de aparecer a catarata. A catarata clássica do diabético, tal qual mostra a fotografia, aparenta ser formada de “flocos de neve”.

                                  

O tipo de opacidade que mais prejudica a visão é a catarata subcapsular posterior. Apesar de não parecer avançada, sua posição e característica distorcem a imagem, lembrando a aparência de vidro pisado ou solo lunar. Esse tipo está relacionado com cataratas nos alto míopes e diabéticos.

                                 

Outras doenças e fatores de risco relacionados com a formação de catarata são uso crônico de corticoides, cirurgias intraoculares prévias, traumas oculares e inflamações intraoculares.

 

A Cirurgia:

Uma coisa comum a todos os tipos de catarata é que o tratamento, mais cedo ou mais tarde, é cirúrgico. Como os diversos tipos de catarata atrapalham a visão de forma particular a cada caso, o momento de realizar a cirurgia deve ser sempre discutido entre o paciente e o médico.

Há mais de 15 anos, a principal técnica de remoção do cristalino danificado é a facoemulsificação intracapsular, na qual utiliza-se um aparelho que emite energia ultrassônica para quebrar e aspirar os fragmentos pequenos de catarata. Essa cirurgia é feita através de 2 ou 3 pequenas incisões de aproximadamente 2 mm, através dos quais a catarata é removida e um implante é posicionado para substituir o cristalino antigo.

Esse implante, chamado de lente intraocular, uma vez posicionado, permanece assim por tempo indeterminado, salvo algumas intercorrências, como traumas, cicatrizes e algumas doenças. Os implantes são feitos de materiais flexíveis, como acrílico e silicone, tem menos de 10mm de tamanho e são facilmente posicionadas dentro do olho.

                                  

Atualmente, as técnicas cirúrgicas e exames pré-operatórios cada vez mais precisos permitem prever com segurança o grau final após a cirurgia. Desse modo, a escolha da lente a ser implantada é muito importante.

As lentes hoje existentes podem ser divididas, basicamente, em monofocais e bi/multifocais. Dentre estas, existem ainda as lentes tóricas, que corrigem também o astigmatismo. Determinar qual delas é a melhor para cada caso envolve a análise de exames e esclarecer as necessidades e limitações de cada paciente.

                                   

Cirurgia de Catarata com Laser Femtosegundo

Nesse último ano, a tecnologia mais moderna para cirurgia de catarata chegou ao Brasil. O laser femtosegundo substitui alguns passos da cirurgia de facoemulsificação normal, como incisões e fragmentação da catarata, tornando o procedimento ainda mais preciso e seguro. Essa tecnologia pode ser utilizada na maioria dos casos de cirurgia de catarata, porém o papel do cirurgião é imprescindível, uma vez que ele controla o laser e realiza, como na técnica convencional, todos os outros passos da cirurgia.

Glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular complexa que afeta o nervo óptico de forma irreversível, causando perda progressiva do campo visual, podendo levar à cegueira se não for tratado.

É a segunda principal causa de cegueira no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Infelizmente não há uma causa definida para o glaucoma, mas existem fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver a doença. Entre os fatores de risco, a pressão intraocular é um dos mais importantes. Na maioria dos casos a pressão intraocular está elevada e leva ao dano no nervo óptico.

 

Tipos:

Existem vários tipos de glaucoma e conhece-los um pouco ajudará a manter uma boa saúde ocular.

Os principais tipos são o glaucoma primário de ângulo aberto e o glaucoma primário de ângulo fechado. O ângulo irido-corneal corresponde à região do olho onde a íris encontra a córnea. Nessa região se localiza uma estrutura responsável por drenar o humor aquoso, líquido produzido dentro do olho.

Na forma mais comum de glaucoma que é o glaucoma primário de ângulo aberto, o ângulo entre a íris e a córnea se encontra amplamente aberto, no entanto os canais de drenagem sofrem entupimento levando ao aumento da pressão intraocular. Ao longo do tempo essa condição leva a alterações no nervo óptico que prejudicam lentamente a visão sem que o paciente perceba as alterações.

No glaucoma primário de ângulo fechado, o ângulo formado entre a córnea e a íris não está completamente aberto, comprometendo diretamente a drenagem do líquido. Nessa condição o ângulo pode fechar subitamente, levando a uma elevação rápida da pressão intraocular e causando sinais e sintomas específicos da doença, levando à necessidade de tratamento imediato.

Em alguns casos o ângulo pode estar estreito sem o fechamento completo do ângulo.  Nesses casos preconiza-se o tratamento preventivo para que não haja bloqueio total da filtração.

Há ainda outras formas de glaucoma menos frequentes como por exemplo o glaucoma congênito, que acomete crianças desde o nascimento. É uma forma rara da doença mas quando descoberto necessita tratamento imediato, muitas vezes cirúrgico.

 

Sintomas:

 

Glaucoma de ângulo aberto

Pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto raramente percebem alguma alteração na visão. Isso acontece porque a perda visual se inicia pela periferia, mantendo a visão central em bom estado. Quando o paciente finalmente percebe alguma alteração a doença já está muito avançada e o nervo óptico gravemente acometido.

 

Glaucoma de ângulo Fechado

Nos casos de glaucoma de ângulo fechado alguns sintomas podem se desenvolver:

  • Dor de cabeça e dor no olhos
  • Náuseas e vômitos
  • Visão embaçada
  • Halos coloridos em volta da luz
  • Perda da visão

 

Nesses casos a procura por um oftalmologista deve ser imediata, pois o paciente tem grandes riscos de sofrer danos na visão.

 

Glaucoma congênito

O diagnóstico do glaucoma congênito deve ser feito o mais precoce possível, pois a evolução da doença pode levar a problemas visuais e até mesmo cegueira.

Os sintomas da doença são inespecíficos e podem se confundir com outras patologias e em alguns casos, crianças com glaucoma congênito podem não apresentar sintomas. Portanto em crianças suspeitas de alterações visuais e dificuldades para enxergar deve-se procurar a avaliação de um médico oftalmologista.

Os sintomas mais comumente apresentados são:

  • Lacrimejamento excessivo
  • Fotofobia (aumento da sensibilidade à luz)
  • Opacificação da córnea
  • Aumento do tamanho do olho
  • Dificuldade para enxergar

 

Tratamento

O glaucoma é uma doença que não tem cura. O tratamento do glaucoma objetiva a diminuição da pressão intraocular para retardar a progressão da doença. Para isso existem 3 diferentes opções de tratamento:

  • Uso de medicações
  • Terapia com Laser
  • Cirurgias

O uso de colírios específicos para o glaucoma ajudam a diminuir e manter a pressão intraocular controlada durante o período de tratamento, que nos casos crônicos são para toda a vida.

O laser para tratamento do glaucoma é um método terapêutico mais moderno que pode ser utilizado antes, concomitante com a medicação ou como opção à terapia com colírios.

As cirurgias antiglaucomatosas, assim como os outros tratamentos, tem como objetivo diminuir a pressão intraocular. Muitas são cirurgias fistulizantes que aumentam a drenagem do líquido intraocular.

A cirurgia de glaucoma pode ser indicada em conjunto com a cirurgia de catarata em casos específicos.

Cirurgia de Pterígio
  • Cirurgia de Pterígio
  • Cirurgia de Pterígio
  • O pterígio é uma massa de cor avermelhada, triangular e elevada, que progride da conjuntiva em direção à córnea. Em termos médicos, é uma proliferação fibrovascular do tecido conjuntival. O pterígio não é câncer; no entanto, existem alguns tumores com características semelhantes, por isso um acompanhamento com oftalmologista é necessário para o diagnóstico diferencial, principalmente às pessoas expostas aos raios ultra-violeta, calor intenso (fornos industriais), produtos químicos e microtraumas (como andar de motocicleta com viseira aberta, vento ou poeira em excesso). 

    As técnicas cirúrgicas de escolha hoje são:

    • Exérese com rotação de enxerto conjuntival: Faz-se a retirada do pterígio e retira-se tecido conjuntival sadio para funcionar como barreira para nova proliferação de pterígio, tendo baixas taxas de recorrência (2 a 10%) e bom resultado estético. Para tal efeito, pode-se utilizar suturas e adesivos teciduais. A vantagem do adesivo tecidual é melhor aspecto estético, maior conforto pós-operatório, menor inflamação e não há necessidade de retirada de suturas.
    • Exérese com aplicação de mitomicina: É um método bastante eficaz, com taxas de recorrências baixas também. A mitomicina é um agente antimitótico, diminuindo a resposta fibrovascular e a recorrência do pterígio. Como a mitomicina pode gerar complicações em raros casos, normalmente é utilizada em casos de recorrência de pterígio. Essa técnica pode ser associada à primeira descrita.
    Cirurgias do Ceratocone
  • Cirurgias do Ceratocone
  • Cirurgias do Ceratocone
  • O tratamento do ceratocone visa sempre proporcionar uma boa visão ao paciente, bem como garantir seu conforto na utilização dos recursos que serão empregados e principalmente preservar a saúde da córnea. As alternativas de tratamento sempre são avaliadas nesta ordem: óculos, lentes de contato e cirurgias.

    • Óculos: A primeira opção que o paciente recebe é a prescrição de óculos, na maior parte das vezes em casos iniciais da doença, quando o astigmatismo irregular ainda é baixo e é possível obter uma acuidade visual aceitável. No entanto, não impede a progressão do ceratocone.
    • Lentes de Contato: A partir do momento em que os óculos não conseguem fornecer uma acuidade visual satisfatória, a lente de contato é a próxima alternativa. Geralmente é utilizada a lente rígida gás permeável que procura proporcionar a melhor acuidade visual e levar a um menor número de complicaçoes. No entanto, não impede a progressão do ceratocone.
    • • Crosslinking: Consiste na ligação de colágeno de córnea com a riboflavina. É feita a remoção do epitélio (camada mais externa do tecido corneano) da região central da córnea de forma a expor a superfície para aplicação de uma solução de riboflavina, que nada mais é que a vitamina B2. O resultado deste processo é a criação de mais ligações covalentes no estroma o que aumenta a resistência mecânica da córnea. Com isso, há menor chance de progressão do ceratocone, porém, em alguns casos pode acontecer a melhora parcial do ceratocone. O intuito é apenas impedir a progressão da doença.
    • Implante de Anel Corneano: Uma alternativa cirúrgica para o transplante de córnea é o implante de segmentos de anel corneano (anel intra-estromal). Uma pequena incisão, com uso do Laser de Femtosegundo é feita na periferia da córnea e dois arcos de polimetil metacrilato são introduzidos. Os segmentos tentam aplanar a córnea retornando-a a um formato mais natural. O procedimento, realizado com anestesia local, oferece o benefício de ser reversível e potencialmente substituível, uma vez que não envolve a remoção de tecido ocular. No entanto, sua previsibilidade não é exata. Mais ainda, o implante de anel não é uma cirurgia para evitar o uso de lentes e óculos, mas sim uma tentativa de melhorar a forma da córnea, melhorando a visão e tornando mais fácil a adaptação de lentes e óculos. Por algum motivo ainda desconhecido, a maioria dos pacientes, após o implante do anel, tem uma progressão mais lenta do ceratocone.
    • Transplante de Córnea: Nos casos de ceratocone que progridem ao ponto da visão ideal não poder ser mais atingida com óculos e lentes de contato, seja por irregularidade corneal, alto astigmatismo ou cicatriz corneana, o transplante de córnea se torna necessário. No entanto, é necessário ressaltar que o transplante de córnea deve ser realizado apenas se as outras medidas não tiverem sucesso, pois o acompanhamento é realizado por toda a vida e os riscos relacionados a cirurgia diminuem com o passar dos anos, mas persistem por tempo indeterminado.
    Cirurgia Refrativa
  • Cirurgia Refrativa
  • Cirurgia Refrativa
  • Cirurgia realizada com Excimer Laser, conhecida formalmente como cirurgia refrativa. É um dos procedimentos usados pelos oftalmologistas para alterar o estado refracional do olho (miopia, astigmatismo ou hipermetropia).

    Normalmente reservada a pacientes acima de 20 anos com grau estabilizado e que preenchem alguns critérios específicos, como córnea regular e espessura suficiente.

    Existem 2 modalidades principais de cirurgia. Em uma delas (PRK) ocorre uma raspagem do epitélio da córnea (camada mais superficial) com colocação de lente de contato para melhor cicatrização e diminuir a dor. Na outra técnica (Femto - LASIK), é realizada uma separação do estroma (camada intermediária da córnea) com laser específico (Laser de Femto.segundo) para confeccionar um flap (lamela) que, após a cirurgia, é reposicionado sem suturas (pontos), promovendo uma reabilitação visual mais rápida. Em ambos os casos ocorre aplicação de laser para corrigir a ametropia (grau do óculos).

    Existem 2 modos de corrigir o grau: o tradicional e a cirurgia personalizada, uma nova tecnologia desenvolvida para as cirurgias refrativas. Ela pretende corrigir aberrações visuais de alta ordem (que não podem ser corrigidas pelo uso de óculos) melhorando, assim, a qualidade visual. Criada a partir do sistema de comprimento de ondas (Wave-Front), permite um tratamento mais preciso e personalizado para cada olho. Diferente da cirurgia convencional, a customizada corrige imperfeições específicas de cada olho (aberrações), permitindo uma melhor qualidade visual, principalmente noturna.